Pesquisar

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tobby Mathias

Adotamos o Tobby, ou melhor, ele adotou a gente, já que escolheu essa casa para ficar e persistir até que minha mãe permitisse que ele entrasse em casa! "To" de Toy e "By" de Baby nossos cachorros na época...
Primeiro ele dormia na garagem da frente, depois foi para a garagem dos fundos, depois para o sofá e depois para as camas rsrsrs Eu não o queria, pois eu tinha alguns pássaros, mas minha irmã fez de tudo para que ele ficasse!
Sempre muito carinhoso e tinhoso foi conquistando os corações de todos e durante os 19 anos que viveu aqui em casa aprontou muito... Um dia ele entrou na casa da vizinha (passou por um cachorro bravo), foi na cozinha e comeu tudo a picanha que estava na pia; só escutamos os gritos dela hehehe 
Meu avô contratou um castrador de porcos e esse veio até minha casa e cortou o "saco" do coitadinho com uma faca quente, foi horrível, uma verdadeira judiação... mas ele superou e nem ficou com raiva do meu vô hehe
Teve uma vez que ele foi "roubado" ficou mais de uma semana desaparecido, e chegou aqui em casa numa manhã de domingo, miando, com uma cordinha vermelha amarrada no pescoço... graças a Deus conseguiu fugir! O reencontro foi muito emocionante!
Um certo dia quando eu era criança, eu estava muito doente e fiquei deitada, tremendo de frio e ele saiu de onde estava dormindo e foi lá ficar deitado bem pertinho de mim... quantas vezes ele saia de onde estava para me fazer companhia, em dias tristes e felizes, principalmente durante a adolescência solitária em meu quarto; companhia durante as noites em que eu estava atormentada por espíritos que ele sempre via antes de mim!
Quando ele era novinho a gente brincava de esconde esconde e ele brincava certinho, mas tinha hora que dava até medo daquele olhão verde no escuro hehehe era muito divertido.
Tinha dias que eu saia com alguém (namoradinho ou amigas) e a pessoa vinha me deixar em casa e ficávamos conversando dentro do carro, ele sempre pulava no vidro dianteiro ou no capô e se a porta tivesse aberta, aah aí ele entrava e ficava no meu colo.
Nossa e quando a gente saia de casa a pé, se ele estivesse pra fora, com certeza nos seguia; quantas vezes eu estava na rua de baixo, ou no outro quarteirão e escutava um miado desesperado, olhava pra trás, era ele dando tudo que tinha nas quatro patinhas pra me seguir, ás vezes eu estava atrasada, tinha que pegar ele no colo (ai ele ronronava satisfeito) e trancar dentro de casa, nossa... foram muitas e muitas vezes!
Quando ficou velhinho, junto com a cegueira veio o "Alzheimer"; numa certa noite, acordei com minha prima rindo, hora que fui ver, ele tinha ajeitado meu cabelo, para fazer xixi, dá para acreditar?
Foram muitas histórias é gostoso lembrar das antigas, mas a saudade pesa muito e as últimas 3 semanas geraram uma dor muito grande no meu peito; ele faleceu na madrugada do dia 17/01/13 e o enterrei no canteiro da minha casa, onde vou semear margaridas. Toda noite antes de dormir vou até lá desejar boa noite, sei que é muito nostálgico mas é o jeito que arrumei para amenizar a saudade!


Essa é a foto digital mais antiga que tenho dele, há 6 anos


E essa foi a última, com ele já debilitado e ceguinho, mas sempre amoroso!



Patinha fofinha com cheiro de chips




Friozinho 





que liiiindo




Adorava olhar dentro da privada enquanto eu dava descarga.. rss





E aqui refletindo no seu momento "xixi"


Olha que preguiça para comer 




Que saudade desse abraço gostoso!!!